Vida Ardida
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Na briga por cargos, PMDB e PT se boicotam
Publicado por @hermes em 27/01/2011 às 8:27 amNo primeiro dia útil do governo Dilma Rousseff, a crise entre PT e PMDB pela disputa do segundo escalão chegou ao Palácio do Planalto e foi tema da reunião de coordenação política de governo. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) foi escalado pelos líderes do partido para relatar as insatisfações com o avanço do PT em cima dos principais cargos do partido nas estatais e no segundo escalão dos ministérios. A rivalidade entre os dois partidos ficou clara nas ausências nas cerimônias de transmissão de cargos de ministros petistas e peemedebistas.
Nenhum integrante do PMDB apareceu na cerimônia do petista Luiz Sérgio como novo ministro de Relações Institucionais, de manhã, no Planalto. Da mesma forma, nenhum petista foi prestigiar as posses dos novos ministros da Previdência, Garibaldi Alves, e do Turismo, Pedro Novais, ambos do PMDB.
A decisão de levar o problema para a presidente Dilma, na reunião de coordenação, foi tomada no início da tarde depois de um encontro de caciques do PMDB. Hoje, está agendado novo encontro dos líderes do partido na casa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Perguntado sobre a crise, o vice Michel Temer reconheceu conflitos, mas minimizou:
- Vamos analisar a situação com muita calma. Não há divergência. Há conflitos que são naturais – disse Temer, reconhecendo que tudo depende das conversas que virão agora e que elas são necessárias para acalmar a situação. – Vamos prosseguir nas conversações e vamos precisar delas. O certo é que o PMDB vai colaborar. Tudo se resolve no seu tempo e à sua maneira.
Já no dia da posse, sábado, o chefe da Casa Civil, ministro Antonio Palocci, manifestava intenção de procurar os aliados para buscar um entendimento entre PT e PMDB.
- Palocci vai se encontrar com os principais líderes do PMDB num esforço de conciliação – disse o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, do PMDB.
Insatisfeitos com a distribuição de cargos no segundo escalão e, sobretudo, com a decisão do novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de tirar das mãos do partido o controle da Secretaria de Atenção à Saúde, o PMDB foi o grande ausente na troca de comando da Secretaria de Relações Institucionais, ontem. Padilha indicou Helvécio Magalhães, do PT de Minas Gerais, para a Secretaria, tirando o cargo do PMDB.
Temer explicou que não foi à transmissão de cargo para Luiz Sérgio porque havia muitas solenidades ao mesmo tempo. Mas houve, sim, uma estratégia de não prestigiar as posses dos ministros políticos do PT para explicitar publicamente a insatisfação. Os petistas decidiram dar o troco e não mandaram emissários para os eventos de peemedebistas.
Na semana passada, o líder do PMDB, Henrique Alves, cobrou de Padilha a decisão de tirar do PMDB a Funasa e a Secretaria de Atenção à Saúde. Os peemedebistas perderam também o comando dos Correios.
- Está muito cedo para criar um clima de guerrilha entre os dois partidos. O PT precisa do PMDB, e nós precisamos do PT. É preciso procurar o mais rápido um entendimento – ponderou o senador eleito Eunício Oliveira (PMDB-CE).
Na posse do ministro Luiz Sérgio, no Planalto, o antecessor Alexandre Padilha foi quem mais falou. Os dois, no entanto, fizeram questão de elogiar um convidado que já frequentou muito o Palácio do Planalto: o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL).
- Quero dirigir uma saudação especial ao senador Fernando Collor, com quem tive uma ótima convivência – declarou Padilha.
- Quero aqui saudar Collor de Mello, senador e ex-presidente da República. É uma demonstração de como este Brasil está mudando. Ao lado de nosso Lindberg (Farias, senador eleito e ex-líder dos caras pintadas), mostrando que a política se dá com o diálogo – afirmou Luiz Sérgio.
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FONTE: O Globo/Com charge de Humor da Terra, por Elvis N.
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Grupo “Gostosas para Dilma” inaugurou panfletagem sensual e gerou polêmica
Publicado por @hermes em 10/11/2010 às 10:15 amArtista apoiando candidato e movimento virtual pró alguma candidatura, isso teve aos montes na última corrida presidencial . Mas um grupo de garotas publicando suas fotos em poses sensuais com o nome e o número de um político em seus corpos, isso foi inaugurado pelo movimento “Gostosas para Dilma”.
As imagens digitais das beldades, a página no Facebook e os posteriores tuítes e retuítes geraram atenção da mídia e polêmica por parte de feministas e de militantes tucanos.
A criadora da comunidade foi a jornalista Érica Gonsales. Ela conta como surgiu a ideia. “Estava com um grupo de amigos saindo de um bar na Vila Madalena e uma garota gritou quando viu que a gente estava com adesivos da Dilma: `Nossa, um bando de petistas. Estou com medo.´ Depois de algum bate-boca, a gente pensou: `essa mina é feia, a gente é gostosa e vota na Dilma´. Daí partiu a página com nossas fotos.”
Logo vieram as contribuições da amiga e fotógrafa Autumn Sonnichsen, uma norte-americana radicada em São Paulo que se especializou em fotos artísticas de mulheres nuas, com vários ensaios publicados em revistas como Playboy e Trip.
“Eu adorei o movimento. É importante ter algo um pouco mais bem-humorado na política, e a gente fez a campanha de amor. A gente ama as gostosas e o que elas representam, de comemoração e orgulho de si mesmo”, disse Autumn à reportagem do UOL Notícias.
ELAS POR ELA
Para Érica, foi algo despretensioso que ganhou projeção, afinal, “quem não gosta de mulher pelada”. “Havia muitas mensagens na internet com estatísticas e denúncias para tentar influenciar na votação. Decidimos brincar, para expressar de outro jeito nossa opção política”, afirma a jornalista.Logo, a página no Facebook começou a receber colaborações de garotas que se somavam ao grupo. Mas também apareceram as críticas. “Gosto duvidoso”, “despolitização”, “exposição machista”, “exploração do corpo” e “empreendimento do tipo Mulher Pera” foram algumas das expressões usadas em grupos de discussões, fóruns e bate-bocas no Twitter, partindo principalmente de mulheres com diversos tipos de engajamento com ideias feministas.
“Uma ou outra foto acabou ousando demais, como a que tinha uma estrela vermelha pintada em um mamilo. Isso realmente fugiu um pouco do contexto. Mas acho um feminismo datado o tipo de crítica que surgiu. A mulher atual sabe usar sua sensualidade para sua auto-estima sem precisar cair em estereótipos machistas”, afirma Érica.
Por outro lado, militantes tucanos preferiram atacar justamente na auto-estima delas. “As mensagens falavam `cadê as gostosas? Nessas fotos só tem baranga´ ou algo pelo estilo´. Era só provocação”, relata Érica.
O curioso é que no outro lado do front também houve um movimento para que as mulheres ajudassem a coletar votos dos indecisos. Em comício em Uberlândia (MG), o tucano José Serra pediu às mulheres bonitas presentes um esforço final. “Se é menina bonita, tem que ganhar 15 [votos]. É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45″, discursou o candidato ao lado de Aécio Neves, senador solteirão aclamado com gritinhos da plateia feminina.
A tática heterodoxa de Serra também repercutiu fortemente na internet. A própria Érica criticou: “Foi uma proposta indecente. Ele foi sem noção e machista.” Coisas de eleições, e essa já passou para a história. Em tempo: a página com todas as fotos delas saiu do ar na última sexta-feira por decisão do grupo formado.
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FONTE: Uol
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