Vida Ardida

  • Lula e a celeuma improdutiva

    Publicado por @hermes em 29/07/2009 às 15:07 pm

    Ninguém pode negar a articulação dos jornalistas Gutemberg Cardoso e Josival Pereira, que conseguiram uma entrevista exclusiva com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Essa celeuma criada por conta da entrevista exclusiva se justifica apenas pela falha do cerimonial do Palácio do Planalto. Nada mais do que isso. Não tem nada a ver com boicote ou coisa que o valha por parte da Secretaria de Comunicação Institucional do Estado.

    Lula deu entrevista apenas ao Correio. É fato. Mas caberia ao cerimonial do Palácio do Planalto agendar, logo após o encontro de Lula, Gutemberg e Josival, uma coletiva com os outros profissionais paraibanos envolvidos na cobertura da visita presidencial.

    Bem antes de ser presidente, ainda sindicalista, o metalúrgico Lula visitava Cajazeiras e era recebido por um grupo de estudantes estusiastas com seus discursos. A foto em petro-e-branco não me deixa mentir. Do lado esquerdo de Lula, de bigode, está Gutemberg Cardoso. Do lado direito Fábia Carolino. Ambos seguiram no jornalismo, iniciando pela Difusora Rádio Cajazeiras.

    Naquele tempo, Lula não era sequer conhecido na Paraíba. Quiçá no Nordeste. Agora, muitos quiseram tirar proveito do metalúrgico que virou Presidente da República. Uns para detonar. Outros para aparecer bem na foto.

    Um exemplo. Li um release distribuído pela assessoria do deputado Jeová Campos (PT), onde informava que Lula andava pelas feiras públicas de Cajazeiras e conheceu Jeová vendendo alho. A história registra que Lula nunca foi à feira livre daquela cidade.O único reduto que abrigava o metalúrgico era o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, local desse registro histórico em fotografia.

    Quanto à celeuma, é verdade que os profissionais do Correio da Paraíba, há bem pouco tempo, eram excluídos de entrevistas coletivas no Palácio da Redenção. A verdade é que misturam (e continuam a misturar) picuínha política com o trabalho dos profissionais. Se teve algum culpado pelo constrangimento da grande maioria da imprensa paraibana nessa visita de Lula, foi o Palácio do Planalto. Se Lula quer atingir o maior número de paraibanos possíveis com sua mensagem, não pode sua assessoria se dar ao luxo de escalar apenas um veículo para que ele se pronuncie.     

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  • Ministros ficam sem cartão corporativo

    Publicado por @hermes em 22/07/2009 às 23:06 pm

    Os ministros brasileiros não vão mais poder custear suas despesas em viagens nacionais com cartão corporativo do governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira um decreto que institui diárias para as viagens dos ministros pelo país. Dessa forma, fica descartado o uso do cartão ou dos suprimentos de fundos.

    A instituição das diárias foi uma das recomendações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) dos Cartões Corporativos, encerrada há mais de um ano no Congresso Nacional. O sistema de diárias era utilizado pelos ministros apenas em viagens internacionais.

    Segundo o ministro do Planejamento Paulo Bernardo as diárias para os ministros vão variar de 458 reais a 581 reais. Conforme levantamento do governo, os custos mais altos são nas cidades do Rio de Janeiro e Manaus. O dinheiro poderá ser usado para o pagamento de refeições, diárias de hotel e táxi. Caso os ministros não utilizem todo o dinheiro na viagem, eles não precisarão devolver a verba – exceto nos casos em que a viagem durar menos que o previsto.

    “Não há cabimento usar cartão para despesa de viagem”, afirmou o controlador-geral da União, Jorge Hage, ao lado de Paulo Bernardo, após reunião com o presidente Lula, no Centro Cultural Banco do Brasil. “O cartão vai acabar,” completou. “Não tem cabimento usar cartão corporativo para despesa de viagem a não ser que tenha despesas para um evento, digamos, vai alugar um salão para um evento, ou precisa de uma sala para entrevista”, explicou o ministro Bernardo.

    O mesmo decreto também reajusta as diárias dos servidores federais. Segundo o ministro, o valor do reajuste varia de acordo com a categoria funcional e levou em conta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desde 2003. O piso das diárias para os servidores passou de 85 reais para 106 reais. O teto foi reajustado de 178 reais para 224 reais.

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