Vida Ardida
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Máfia do Supletivo é desarticulada em João Pessoa
Publicado por @hermes em 16/10/2011 às 19:27 pmA Secretaria de Educação do Estado, o Ministério Público da Paraíba e a Polícia Militar desarticularam hoje uma máfia do supletivo, com a prisão por estelionato de duas pessoas responsáveis pelos Colégios Genius e Getúlio Vargas, em João Pessoa. O caso vinha sendo denunciado pelas Secretarias de Educação de outros estados, que perceberam um derrame de certificados de conclusão de ensino médio para alunos que não conseguiam aprovação em seus estados. Os Colégios aplicavam as provas do Supletivo sem a devida autorização da Secretaria da Educação e sem o reconhecimento do Ministério da Educação.
As escolas cobravam R$ 25,00 por disciplina, que multiplicado por 12, dava um total de R$ 300,00 por aluno. As provas eram realizadas mensalmente e atraiam, principalmente, estudantes de outros estados que não conseguiam passar no ensino médio. O assessor da Secretaria de Educação, Bruno Richele, a promotora de Justiça da Educação de João Pessoa, Fabiana Maria Lobo, e policiais militares fizeram um flagrante na Escola Master do Bessa, que pertence aos mesmos donos do Colégio Genius, e no Colégio Getúlio Vargas, que estavam aplicando as provas do falso supletivo.
De acordo com a promotora de Justiça da Educação, Fabiana Maria Lobo, o caso foi denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte à Secretaria da Educação da Paraíba. “No flagrante feito no Colégio Master do Bessa, pudemos constatar a existência de vários ônibus vindos de outros estados. Conversei com um aluno de Serra Talhada, Pernambuco, e ele relatou ter gasto mais de R$ 500,00 e ficou preocupado porque pensou que as provas do supletivo eram legais. Foram apreendidas as provas e duas pessoas foram presas”, relatou a promotora Fabiana Lobo, que foi acionada pelo secretário de Educação do Estado para participar do flagrante.
A promotora contou que o Estado da Paraíba já estava conhecido pela máfia do supletivo. As pessoas envolvidas na máfia que foram presas foram levadas para prestar depoimento na Delegacia. O inquérito deverá ser encaminhado para o Ministério Público da Paraíba, no entanto o caso deverá ser investigado por uma Promotoria Criminal, sendo explicou Fabiana Lobo.
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Glauco: um cartunista do meu tempo
Publicado por @hermes em 09/05/2011 às 11:53 amAtualizada às 12h30
O cartunista Glauco Villas Boas, 53, foi morto a tiros na madrugada desta sexta-feira (12.03), em Osasco (SP). A polícia investiga se Glauco, como era conhecido, foi vítima de tentativa de assalto ou sequestro em sua residência na Estrada Portugal, no Jardim Três Montanhas.
A casa de Glauco foi invadida por dois homens armados, que tentaram levar pertences da família e o próprio cartunista. Ao tentar persuadir um dos bandidos, Glauco foi alvejado com quatro tiros à queima roupa.
O filho dele, Raoni Villas Boas, 25, que chegava da faculdade, discutiu com os bandidos ao se deparar com seu pai rendido e também foi atingido por disparos. Os bandidos fugiram do local em um carro roubado, sem levar nada.
Glauco e seu filho chegaram a ser socorridos e levados ao hospital Albert Sabin, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, mas não resistiram aos ferimentos e morreram.
As informações foram repassadas pelo advogado da família, Ricardo Handro. Segundo ele, o crime aconteceu por volta de meia-noite. Os dois homens que invadiram a casa estavam transtornados e aparentemente drogados, contou Handro.
De acordo com o advogado, no momento do crime, o cartunista descansava em casa com a família. A esposa, Beatriz Galvão, está em estado de choque, disse o advogado.
Ninguém foi preso até o momento. A polícia investiga a participação de uma terceira pessoa na ação. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), uma testemunha reconheceu um dos autores dos disparos, e a polícia agora procura o suspeito.
O caso foi registrado no 1° DP de Osasco. Os corpos do cartunista e do filho já foram liberados pelo IML da cidade. Handro, que era amigo de Glauco há 15 anos, afirmou que o enterro ocorrerá no cemitério Gethsêmani Anhanguera, na vila Sulina, em São Paulo. O horário ainda não foi definido.
Glauco era padrinho fundador da igreja Céu de Maria. Familiares e amigos vão velar o cartunista e seu filho nesta igreja, da doutrina do Santo Daime, a partir das 13h. Segundo o advogado, a família pede que o velório seja reservado.
Glauco é conhecido por suas charges publicadas desde 1977 no jornal Folha de S.Paulo. Criador de personagens como Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Geraldinho e Geraldão, seu ingresso no jornalismo se deu nos anos 70, graças ao jornalista Hamilton Ribeiro, que dirigia o “Diário da Manhã”, em Ribeirão Preto, e tirou o paranaense da fila do vestibular para Engenharia.
Alguns anos mais tarde, em 1976, a premiação no Salão de Humor de Piracicaba abriu as portas do jovem cartunista para a grande imprensa. Em 1977, Glauco começou a publicar suas tiras esporadicamente na Folha de S. Paulo. A partir de 1984, quando a Folha dedicou espaço diário à nova geração de cartunistas brasileiros, Glauco passou a publicar suas charges periodicamente.
* Com informações da Folha Online
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